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Comunicação e Informação nº 210

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COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO

Unidade de Coordenação de Projetos da Região Sul

Número 210         09 a 13 de Outubro de 2017

Na próxima terça-feira,o Escritorio de representação da FAO no Brasil estará celebrando em Brasilia o Dia Mundial da Alimentação e debatendo o tema escolhido para o 2017 que são as Migrações. No contexto do Dia Mundial da Alimentação a FAO está alertando a população mundial sobre o desperdício de alimentos. No RS a Emater /RS desenvolve importante trabalho sobre a proteção de nascentes. FAO/ Região Sul realiza curso de energias renováveis no ambiente rural. Entre os eventos destaque para a Semana da Alimentação do RS e o XIV Encontro Regional Sul de Ciencia e tecnologia de Alimentos. O informativo também pode ser lido no link:http://boaspraticas.org.br/index.php/pt/informativo-fao-brasil.

Boa leitura e boa semana

Carlos Antonio Ferraro Biasi

Oficial de Projetos da FAO

 

http://www.fao.org/fileadmin/user_upload/FAO-countries/Brasil/images/medium_wfd-site.jpgFAO CELEBRA DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO EM BRASÍLIA COM DEBATE SOBRE O FUTURO DAS MIGRAÇÕES

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) promoverá, no próximo dia 10 de outubro, terça-feira, o Dia Mundial da Alimentação com o tema “Mudar o futuro da migração: investir em segurança alimentar e desenvolvimento rural”.

O evento ocorrerá em parceria com Governo de Brasília e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e será realizado no Salão Branco do Palácio do Buriti, em Brasília (DF), das 9h às 12h.

Todos os anos, no Dia Mundial da Alimentação, a FAO coloca em debate um tema de relevância para a sociedade em geral. Em 2017, a organização convida todas e todos a refletirem sobre os impactos dos deslocamentos humanos na atualidade.

O evento contará com uma palestra magna ministrada pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Cardeal Arcebispo de Brasília, Dom Sérgio Rocha. A migração tem sido amplamente debatida dentro da Igreja Católica por incentivo do Papa Francisco que fará um pronunciamento ao Dia Mundial da Alimentação em Roma, no dia 16 de outubro, data oficial do DMA, que marca a fundação da FAO no mundo em 1945.

A celebração no Brasil contará também com a presença do chefe de cozinha, Alex Atala, que apresentará o projeto “Fruto: as possibilidades de alimentar o mundo”. Além disso, na oportunidade, a ONU Mulheres apresentará a campanha de combate a violência contra as mulheres Outubro Laranja.

Dados da migração mundial

- Em 2015, havia 244 milhões de migrantes internacionais. Um aumento de 40% em relação ao ano 2000.

- O número de pessoas que migram dentro de seus próprios países foi estimado em 763 milhões em 2013, ou seja, havia mais migrantes internos do que internacionais.

- Cerca de um terço de todos os migrantes internacionais tinham entre 15 e 34 anos. Quase metade eram mulheres.

- Em 2015, os migrantes enviaram mais de US$ 600 bilhões em remessas a seus países de origem. Desse total, os países em desenvolvimento receberam cerca de US$ 441 bilhões, quase três veze o montante da assistência oficial ao desenvolvimento.   - Um grande número de migrantes vem das áreas rurais, onde mais de 75% dos pobres e pessoas com insegurança alimentar dependem a agricultura e subsistência baseada em recursos naturais.

- A maioria dos migrantes, internacionais ou internos, provém do Oriente Médio e Norte da África. Ásia Central. América Latina e Europa Oriental.

- Em 2015, 65,3 milhões de pessoas em todo o mundo foram deslocadas por conflitos e perseguições, inclusive mais de 21 milhões de refugiados, três milhões de pessoas solicitando asilo e mais de 40 milhões de pessoas deslocadas internamente.

- Um quarto dos refugiados vivem em três países: Turquia, Paquistão e Líbano. - Em 2015, mais de 19 milhões de pessoas foram deslocadas internamento devido a desastres naturais. Entre 2008 e 2015, em média, 26,4 milhões de pessoas foram deslocadas anualmente por desastres relacionados ao clima.

Dados da migração no Brasil

- A maior saída do campo para a cidade foi registrada entre as décadas de 1960 e 1980.   - Dados do último censo demográfico do IBGE (2010), mostram que a taxa de migração campo-cidade por ano, no início de 2000, era de 1,31%, caiu para 0,65% em 2010.

- De 1980 a 2010 a população rural passou de 39 milhões de pessoas para 29,8 milhões. Isso representa um deslocamento no período de 9,2 milhões de pessoas. Dos anos 2000 a 2010, a população rural apresentou uma redução de 2 milhões de pessoas. Em 2000 era de 31,8 milhões e em 2010 de 29,8 milhões. (Censo 2010 IBGE).

- Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE mostram que 31 milhões 294 mil pessoas vivem no campo atualmente. Em 2011, 29 milhões 749 mil vivam em áreas rurais.  - 491.645 brasileiros deixaram o país, sendo 226.743 homens e 264.902 mulheres. Os principais destinos foram: Estados Unidos, Portugal e Espanha. (Censo IBGE 2010).

- A Receita Federal também registrou, entre 2014 e 2016, a entrega de mais de 55 mil Declarações de Saída Definitiva do País, um crescimento de 81,61% na comparação com os três anos anteriores. Crise econômica e alta no desemprego são os principais motivos da partida.

- Segundo dados da Polícia Federal, o país abriga 1.847.274 imigrantes regulares. Mais de 117 mil estrangeiros deram entrada no país apenas em 2015, um aumento de 160% em dez anos. Os haitianos estão no topo da lista: foram com 14.535 registrados pela PF. Os bolivianos ocupam o segundo lugar com 8.407, seguidos pelos colombianos (7.653), argentinos (6.147), chineses (5.798), portugueses (4.861) paraguaios (4.841) e norte-americanos (4.747). De maneira geral, os imigrantes que dão entrada no Brasil são jovens, homens e com nível de escolaridade médio ou superior. As regiões Sul e Sudeste são as que mais absorvem trabalhadores imigrantes.

- Segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2015), a unidade da federação com o maior percentual de imigrantes, em proporção, é o Distrito Federal. Os estados do Norte e do Centro-Oeste estão no topo do ranking da migração interna. 

 FAO ALERTA SOBRE DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), alerta que cerca de um terço de toda a comida produzida no mundo é desperdiçada. O volume jogado fora seria suficiente para alimentar todas as pessoas que passam fome. A entidade internacional tem trabalhado a fim de mensurar e monitorar a quantidade de alimentos que vão para o lixo e que podem ser aproveitados.  De acordo com a FAO a redução das perdas não é de responsabilidade exclusivamente do governo e deve ser a preocupação de toda a sociedade civil, envolvendo centros de pesquisa, universidades e a iniciativa privada.  Segundo a FAO, mais de 1 bilhão de toneladas de alimentos são jogados fora anualmente no mundo. E o Brasil está entre os dez países que mais desperdiçam. Estudos projetam que a população mundial será de 9 bilhões de pessoas em 2050 e, para acompanhar esse número, a produção de alimentos vai ter de aumentar 60% . Fonte: FAO. Mais informações: www.fao.org

 

PROTEÇÃO DE NASCENTES MELHORA SAÚDE DE AGRICULTORES FAMILIARES

"Água de boa qualidade é saúde. Ela ficou mais cristalina e até o gosto mudou, ficou mais leve", avaliou o produtor de leite, Valdir Hartenfield, depois que a Emater/RS-Ascar fez o projeto de captação da água e proteção da nascente em sua propriedade rural, no município de Eugênio de Castro. O recurso natural é utilizado para consumo da família e animais, além da limpeza da sala de ordenha. 

Antes da proteção da nascente, por meio de análise, foram detectados coliformes fecais em níveis superiores aos permitidos para o consumo humano, conforme portaria 2914 do Ministério da Saúde. Pouco tempo depois da intervenção, nova análise confirmou a potabilidade da água. "Vale muito a pena. Que todos possam fazer o isolamento das áreas de suas nascentes", aconselhou Hartenfield. 

A assistente técnica Social do escritório regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Lisete Maria Primaz, destaca que a água para consumo humano deve atender a uma série de especificações de qualidade, a partir de procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água e de seus padrões de potabilidade. 

O presidente da Emater/RS, Clair Kuhn, destacou que a Instituição, desde a sua criação, trata esse tema como sendo a matriz do Planeta, visto que são raros os organismos que não dependem da água para sua sobrevivência. "É uma prática rotineira para nossos extensionistas chegar na propriedade rural e perguntar de onde vem e como é utilizada a água. E, quando necessário, fazem a orientação e o projeto de proteção das nascentes para contribuir na melhoria da saúde dos agricultores". 

Mas o trabalho da Emater/RS-Ascar pela preservação da água não se limita somente à Assistência Técnica para proteção de nascentes, abrange ainda o incentivo ao uso de técnicas de irrigação seguindo os critérios de sustentabilidade, como o gotejamento e reutilização da água da chuva por meio de cisternas. "O que garante, além da preservação ambiental, um aumento da produção e da produtividade pelo uso racional da água", concluiu Kuhn.

Atividade reconhecida como proteção sanitária pelo Consema

No mês em que teve início as programações da Semana da Água (que acontece de 30/09 a 07/10), a sociedade pôde comemorar mais uma conquista em relação à preservação desse recurso natural fundamental à vida. O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), por meio da Resolução 362/2017, publicada em 19 de setembro, reconhece como atividade de proteção sanitária a construção de estruturas de captação de água e proteção das nascentes, em atendimento às necessidades básicas de unidades familiares rurais.

Para essa decisão, o Consema levou em consideração a Resolução 314/2016 que, além de prever, desde o ano passado, a proteção de nascentes como atividade de baixo impacto ambiental, a partir de agora também reconhece a orientação realizada pela Emater/RS-Ascar há mais de 40 anos como essencial para a saúde e qualidade de vida dos pequenos agricultores familiares, por meio da Resolução 361/2017, publicada no mesmo dia. O Conselho também considerou a Lei Federal 12.651/2012, que permite a supressão de vegetação nativa protetora das nascentes em casos de utilidade pública, além do seu enquadramento como atividade de baixo impacto, e o fato de que essa mesma lei federal elenca entre as atividades consideradas de utilidade pública aquelas voltadas à proteção sanitária.

"Então, a partir dessa nova resolução, a atividade de proteção de nascentes, realizada pela Emater, não é mais considerada somente de baixo impacto ambiental em áreas de preservação permanente. Agora ela é oficialmente uma medida de proteção sanitária, não restando mais dúvidas e questionamentos quanto a sua relevância social de impacto na saúde pública dos agricultores familiares", explicou o geógrafo e assistente técnico estadual de Saneamento da Emater/RS-Ascar, Gabriel Ludwig Katz.

A Resolução 361/2017 também altera o texto da Resolução 314/2016, que determinava a intervenção nas fontes e nascentes em uma área de quatro metros quadrados. "Tendo em vista a diversidade das condições naturais de relevo, acesso ao afloramento d’água, declividade, tipos de vegetação e solo, admite-se agora a intervenção de até 25 metros quadrados, mediante utilização de equipamentos manuais e/ou mecânicos de forma a agregar qualidade à água oriunda da nascente a ser protegida. Tudo de acordo com o estudo e boletim técnico para detalhamento e orientação dos produtores rurais, emitido pela Emater", explicou Katz. Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Taline Shneider O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

CURSO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

Na sexta feira encerrou o curso sobre Energias Renováveis no ambiente rural promovido pela FAO/ Unidade de Coordenação de Projetos /Sul, Embrapa Suínos e Aves, CIBiogás e Epagri. Realizado em Concórdia/SC contou com a participação de técnicos da Epagri, Emater/PR, Banco do Brasil entre outras instituições. No primeiro dia foi realizado painel sobre Energias Renováveis e Biogás com a participação da FAPESC. Embrapa Suínos e Aves, CIBiogás e COOLUZ. No período de 03 a 06 os participantes discutiram temas relacionados a biogás, energia solar e geração rural incluindo uma visita prática a campo no município de Videira/SC. Alem dos instrutores pertencentes as entidades promotoras , participaram profissionais indicados pela Eletrosul e Desenvolt Energias Renováveis. No encerramento do evento esteve presente o Secretário Adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca  Airton Spies. Fonte : FAO

 

SEMANA DA ALIMENTAÇÃO-RS-2017

A Semana a Alimentação-RS – 15ª SEMA-RS-2017 (16 a 22/outubro/2017) tem por objetivo principal: “Estimular reflexões e ações no sentido do que possa representar a consciência alimentar para pessoas, comunidades e organizações, tanto nos aspectos de demonstração do que está sendo feito no Estado e no País, como do que se pode e do que se deve fazer para geração e aperfeiçoamento de políticas públicas comprometidas no trato com o ALIMENTO”.

A 15ª SEMA-RS-2017 é promovida - em conjunto - pelo Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Estado do RS (CONSEA-RS), Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do RS (FESANS-RS), Associação Riograndense de Empreendimentos e Assistência Técnica e Extensão Rural – Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (EMATER-RS-ASCAR), Conselho Regional de Nutricionistas do RS (CRN- 2), e Governo do Estado do Rio Grande do Sul/CAISAN-RS.

Seguindo o critério de rodízio anual entre as entidades promotoras, neste 2017 cabe ao CONSEA-RS a Coordenação Geral. Outras entidades de todo o estado estão envolvidas e/ou convidadas para atuarem como Apoiadoras. É o caso da Assembleia Legislativa do Estado do RS (por meio do Gabinete da Presidência) que está dando todo o suporte nas atividades de Abertura da 15ª SEMA-RS-2017, com a cedência das instalações do Teatro Dante Barone e espaços adjacentes (Feira Agroecológica / artesanatos / programações artístico-culturais e outras). Assim, as entidades promotoras aliam-se em parcerias com segmentos governamentais e da sociedade civil – a partir da manifestação espontânea de organizações da/na Capital e dos/nos Municípios. O que se pretende com esse tema ? Despertar reflexões de pessoas e de organizações que já tenham interações com a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) e seus fundamentos principais de Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável (DHAA-S) e de Soberania Alimentar - para que atuem com a responsabilidade e envolvimento de outros atores sociais, assistenciais, políticos e educacionais (e outros) para criação de novos agentes que venham a considerar o ALIMENTO como um DIREITO HUMANO (conforme previsto na Constituição brasileira) Fonte: CONSEA-RS

 

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XIV Encontro Regional Sul de Ciência e Tecnologia de Alimentos (XIV ERSCTA) tem como objetivo discutir e expor as mais novas tendências e desafios da indústria de alimentos, por meio de conferências, palestras, mesa-redonda, mini-cursos e apresentação de pôsteres. O evento propõe estimular o intercâmbio entre instituições de ensino e pesquisa, empresas e profissionais que atuam na área de alimentos; divulgar informações e novos conhecimentos em Ciência, Tecnologia e Engenharia de Alimentos; discutir temas relacionados à cadeia produtiva e de processamento de alimentos e sobre a legislação que os regulamenta; além de aspectos de ensino de graduação e de pós-graduação na área.

Outra contribuição do evento é a valorização da pesquisa científica e da geração de conhecimento pela premiação dos três melhores trabalhos apresentados no IX ERSCTA, bem como pela divulgação nos meios de comunicação do evento e pelas instituições organizadoras UFPR, PUC-PR.